Sempre me disseram que é preciso cuidar. Mas não. Há muito que deixei de cuidar de ti. Não sei quando deixei de olhar para ti com o sorriso brilhante e olhos carregados. De sonhos, de felicidade, de conquistas, de positivismo. Olhos carregados de segredos. Não sei quando te deixei abafar. Não sei porque, as vezes, não te consigo vingar como desejaria, como realmente queres e mereces.
Tu és igual a ti mesma. Não te apaixonas porque sabes que isso é o caminho para mudares. Não te encantas com mais nada a não seres tu porque sabes que a tendência vai fazer-te ficar parecida com aquilo que te encantaste. Não te rebaixas nem superiorizas porque não gostas de confusões, intrigas ou injustiças.
Tens o teu próprio mundo porque gostas apenas de ti e do teu mundo. Às vezes, chamam-te narcisista. Não te importas. E, como é normal, às vezes, também sofres. Por seres assim, por não puderes ou não quereres mudar. Às vezes, também, sofres porque não te apreciam e não te dão valor e criticam-te. Ficas triste. Mas, és tu mesma. Na verdade, não podes fazer nada.
Eles não sabem mas és tu que fazes lutar, que fazes correr atrás dos sonhos e ter força para levantar quando o mundo desabou mesmo aos nossos pés. És tu que fazes sorrir e pensar positivo. Nada mais do que tu. E mesmo assim, são tantas as vezes, que não te sei cuidar.
Sempre me disseram o quanto é difícil sermos nós próprios, o quanto é difícil deixar a essência permanecer. Sempre me disseram que é preciso cuidar.
Preciso cuidar.
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
As mulheres na visão dos homens
"Elas [mulheres] são muita gente ao mesmo tempo. Como se trouxessem todas as variedades de vida dentro dos seus corpos. Elas são feiticeiras e anjos e putas. E homens, também. Todavia, são capazes de destapar o céu e agradecer. Nós [homens] não sabemos fazer nenhuma destas duas coisas".
Para além disso, "as mulheres têm a agilidade de mudar de alma como mudam de vestido. As mulheres podem vestir-se como quiserem. Agarram-se à moda como os homens se agarram às bandeiras. São mais espertas. As bandeiras nunca dão independência aos homens que as defendem, as bandeiras enterram os homens. O mundo está carregado de cemitérios feitos do amor às bandeiras. (...) Acabo de descobrir que o individualismo foi inventado pelas mulheres."
Para além disso, "as mulheres têm a agilidade de mudar de alma como mudam de vestido. As mulheres podem vestir-se como quiserem. Agarram-se à moda como os homens se agarram às bandeiras. São mais espertas. As bandeiras nunca dão independência aos homens que as defendem, as bandeiras enterram os homens. O mundo está carregado de cemitérios feitos do amor às bandeiras. (...) Acabo de descobrir que o individualismo foi inventado pelas mulheres."
in "Os íntimos" de Inês Pedrosa
Um livro apaixonante *
Subscrever:
Mensagens (Atom)
